Quando pensamos na palavra ressignificar, logo relacionamos com “dar um novo significado a algo”, e até que está coreto, mas não é somente isso. Ressignificar além de dar um novo significado a alguma experiência, é na verdade vivenciar essa experiência no processo psicoterapêutico para que o paciente possa compreender essa experiência, elaborar essa experiência e ressignificar essa experiência de uma maneira que ela não lhe afetará da mesma maneira, a angustia que essa experiência lhe causará será diferente. Mas é bom enfatizar que ressignificar não se trata de esquecer, e sim mudar a maneira como essa experiência afeta a vida. É de suma importância para o processo de ressignificação que possamos nos colocar em contato novamente com aquele estímulo aversivo, para pensarmos qualitativamente no porquê e como esse estímulo se tornou aversivo, para que possamos ressignificar e torná-lo agradável. É preciso repensar, trazer à tona, reviver e ressignificar. Passamos por um processo doloroso, revivemos, repensamos e ressignificamos, transformando o medo em coragem, mudamos, seguimos em frente mesmo em meio a situações dolorosas, se você se permitir reviver situações, repensar decisões, ressignificar verdades, você poderá ser capaz de mudar. Mas é necessário dar o primeiro passo, é preciso começar, e nem sempre conseguimos isso sozinhos, tirar a máscara da onipotência, vestir a armadura da humildade, aceitar que em muitos casos precisamos de ajuda, e não sucumbirmos ao veneno da procrastinação, é a força daquele que quer algo mais, evoluir, crescer, em fim…mudar. “O passado influencia o presente, mas a ressignificação faz com que o passado não determine o presente”
PORQUE PRECISO ME FRUSTRAR?
Por diversas vezes lutamos com a dor de uma frustração ou de uma decepção, e devido a essa dor acabamos correndo de situações que podem vir a nos frustrar ou decepcionar, e assim entendemos que esses são sentimentos ruins por causarem dores e sofrimentos, mas a verdade é que são sentimentos extremamente necessários para nosso desenvolvimento. Com o intuito de proteger, os país buscam livrar os filhos da frustração, essa atitude pode até ter uma boa intenção, mas isso não ajudará os filhos, muito pelo contrário, essa atitude irá privar os filhos de se desenvolverem, crianças que são privadas desse sentimento crescem com a ilusão de que o mundo é exatamente como elas querem, e quando se encontram em situações de frustração ou decepção acabam por potencializar a dor e o sofrimento como se aquela situação fosse o fim, pois na infância quando nos frustramos ou nos decepcionamos, temos o vínculo com nossos pais para nos acolher e nos ajudar a passarmos por aquela situação de maneira mais saudável, mas após a infância fica cada vez mais difícil aprender a passar por essa situação, especialmente sem o acolhimentos de nossos pais e por estarmos mais relutantes a buscarmos ajuda. Normalmente nossa primeira reação à frente de uma decepção é culpar o outro por não ter feito o que achávamos que seria feito, e deste modo, não percebemos que nós é quem depositamos todas as nossas expectativas nos outros, acreditando fielmente de que os outros deveriam sim suprir essas nossas expectativas. É preciso aprender a domar nossas expectativas, quanto mais as deixarmos crescer, mais estaremos alimentando a ilusão de que a culpa é dos outros e não nossa, e assim prolongamos e aumentamos nosso sofrimento com a ilusão de que estamos sendo enganados, mas somente com a capacidade de pensar qualitativamente, somos capazes de enxergar que o engano vem de nossas atitudes e não dos outros. Vamos imaginar que você é convidado para uma festa, e acaba ouvindo de algumas pessoas que essa festa será ótima, então você vai com a expectativas de que a festa realmente será ótima, se a festa no final não for lá essas coisas, talvez você fique decepcionado. Mas quanto mais expectativa você colocar na festa, maior será a sua decepção. E a sua primeira reação será com o princípio do “fui enganado”, mas se formos capazes de pensar qualitativamente, perceberemos que a culpa não está diretamente ligada no outro, no que o outro disse, mas sim no que acreditamos, na realidade em que criamos de forma conveniente para nós. Como por exemplo nos relacionamentos amorosos, quando nos apaixonamos e vemos tudo de forma colorida, sem questionar e sem ver as coisas como são, acabamos projetando no outro aquilo que queremos, e de certa forma confundimos a ilusão da paixão com a realidade. Mas quando a paixão passa e percebemos realmente quem o outro é de verdade, nos decepcionamos e nos sentimos enganados, o que é até algo compreensível, porém a verdade é que não fomos enganados e sim nos enganamos, é preciso assumir nossa parcela de culpa em nossas decepções, é claro que encontramos pessoas dissimuladas, que fingem ser algo que não são, e buscam enganar as pessoas de propósito, mas é preciso nos conscientizarmos de que essas pessoas só irão nos enganar se nós permitirmos. Não podemos responsabilizar outras pessoas por nossas falsas expectativas. Geralmente preferimos sempre o caminho mais fácil e agradável e potencializamos algumas atitudes, é bem mais confortável crer que as coisas são como nós gostaríamos que fossem, e deste modo, aquele “bom” amigo ou aquela “boa” amiga, que de repente nos mostra um lado que não nos agrada, e acaba nos machucando, nos faz sofrer, acaba nos decepcionando, e muito por estarmos iludidos com expectativas que nós criamos, acabando assim com relacionamentos. Quando nos frustramos como por exemplo ao não passarmos em um determinado concurso depois de nos dedicarmos por horas e horas de estudos, a dor e o sofrimento da frustração em muitos casos nos faz desistir, nós tendemos a potencializar o lado negativo da situação, achamos que somos incapazes e por muitas vezes acabamos não tentando mais por medo da frustração. Em alguns casos é difícil enxergarmos algo de positivo diante da frustração ou decepção, mas essas situações são oportunidade para desenvolvermos nossa capacidade de pensarmos qualitativamente, nessas situações nos colocam frente a frente com pensamentos que invadem nossa mente, a dor, a tristeza, o medo que chegam com mais força, pode acabar nos cegando para os caminhos que se abrem diante da decepção e frustração. A inteligência emocional é a chave para desenvolvermos a capacidade de lidar com a frustração ou decepção, e assim desfrutar de caminhos que nos levam a uma vida mais saudável emocionalmente. Sempre que nos deparamos diante de uma decepção, é preciso nos permitir sentir dor e tristeza, aceitarmos a frustração, e pensarmos com qualidade todos os pensamentos que invadem nossa mente, e por mais desagradável que possa vir a ser essa situação, irá nos proporcionar crescimento, nos libertando das amarras, dos medos e da fuga que nos impede de entrar em contato com a realidade da situação, e nos livra da prisão da ilusão. > COMO FRUSTRAR A FRUSTRAÇÃO Em nossa vida e especialmente nos dias atuais é impossível passar sem ter a sua parcela de frustrações, apesar de ser algo bastante comum, para algumas pessoas se torna algo doloroso e até mesmo incapacitante. Os motivos que podem ocasionar os sentimentos de frustração são variados, assim como as reações a eles. Algumas pessoas conseguem lidar com as frustrações, e mesmo contrariadas em seus sonhos, expectativas ou objetivos de vida, perseveram e alcançam, mas muitas pessoas acabam se rendendo à frustração, elas desanimam, desistem, e em alguns casos dão cabo da própria vida por não saber lidar com isso. Porém, olhamos para a frustração como um inimigo, potencializando as características ruins da frustração. Assim como o medo, a frustração é nosso maior aliado quanto a reflexão, pois o problema não está na
QUANDO PRECISO FAZER TERAPIA? E QUANDO POSSO FAZER TERAPIA?
Especialmente nos dias corridos de hoje, é comum que todas as pessoas em algum momento da vida, passe por períodos de stress, tristeza, ansiedade, luto e conflito. Então quando não nos sentimos muito bem, acaba ficando difícil saber se é hora de procurar um profissional para lidar com o problema, principalmente quando enfrentamos o preconceito de pessoas próximas dizendo que tal problema é frescura, que outras pessoas passam pelo mesmo problema ou problemas mais agraves e não precisam de psicólogo, mas é preciso nos conscientizarmos que nosso problema é “nosso” e mesmo que outras pessoas aparentemente passem pelo mesmo problema, jamais será o mesmo, pois cada um sente e lida com o problema e/ou a dificuldade de maneira única. Apesar do cuidado com a saúde emocional estar em evidencia nos dias atuais, a atenção é voltada a identificar e atender aqueles que tem doenças mentais diagnosticáveis, mas a ajuda psicológica para quem tem algum problema que não seja tão óbvio ou aparentemente tão grave, pode ser igualmente importante. Além de potencializar esse sofrimento, quem está nessa situação pode ter o quadro agravado justamente por falta de tratamento profissional. Um olhar para a prevenção pode amenizar o fluxo de diagnósticos de doenças mentais, pois quanto mais cedo se procura ajuda, mais fácil e rápido será o tratamento, tornando o processo “mais curto e menos estressante”. A baixa procura por ajuda Psicoterapêutica, está muitas vezes ligada ao estigma e mitos de que a terapia seja algo para gente louca, que a ajuda de um profissional seja um sinal de fraqueza ou tome tempo e custe caro demais. Algo que não condiz com a realidade. Um tratamento Psicoterapêutico não precisa envolver análise quatro vezes por semana como antigamente, hoje tenho pacientes que vêm para apenas duas ou até uma sessão no mês, ou que fazem sessões por um mês, dois ou três meses, dependendo do caso e do agravamento dos sintomas. Não é preciso ter medo de se tornar prisioneiro do tratamento, isso já não condiz mais com a realidade. Mas, infelizmente ainda há um preconceito quanto as doenças mentais, e quanto a importância da saúde emocional. É preciso a conscientização e valorização dos benefícios da Psicoterapia, não só como tratamento para doenças mentais, mas especialmente para a prevenção, que pode ser visto como formas de aliviar o estresse, (assim como os exercícios físicos ou reeducação alimentar) estratégias que podem ajudar no dia-a-dia, ajudar a aliviar tensões e prevenir o agravamento de sintomas e a nos escutarmos, algo que raramente é feito. Há alguns sinais que podem auxiliar quanto a compreensão de quando seria o momento de buscar ajuda Psicológica: > avaliar sua capacidade de tolerância pode ser um ponto muito importante, se atentando a tudo o que lhe faz sentir oprimido ou te impede de funcionar direito podem auxiliar na decisão de buscar ajuda. > quando suas emoções são intensas, é um sinal importante, pois apesar de todo mundo ficar nervoso e triste, a intensidade e a frequência, podem atrapalhar ou prejudicar a sua vida. A sensação de ser regularmente dominado pela tristeza ou pela raiva pode indicar algo mais profundo. > quando sua ansiedade é demasiada, e ao se deparar diante de um desafio você acaba imediatamente se preparando para o pior, são sinais de ansiedade extrema, em que as preocupações são desproporcionais e os cenários pessimistas passam a se tornar cenários realistas, pode ser profundamente debilitante, paralisante, levar a ataques de pânico e até mesmo a evitar as coisas e então sua vida começa a se contrair porque você está se omitindo, é um bom momento para procurar ajuda. >quando você passa por um trauma e não consegue parar de pensar no assunto, quando a dor de uma morte na família, uma separação ou a perda do emprego, ambos podem ser suficientes para exigir algum tipo de aconselhamento, pois podemos achar que esse tipo de sensação vai embora sozinha, mas o luto pode nos atrapalhar no dia a dia e nos afastar dos amigos. É importante analisar se você está se distanciando, ou se seus amigos notarem o mesmo, e esse pode ser um momento de buscar ajuda para tentar entender como o evento ainda está te afetando. Porém cada pessoa reage ao luto de maneira diferente, algumas pessoas buscam os amigos incessantemente e têm problemas para dormir. Os quais também são sinais de alerta. >o nosso corpo pode estar nos dizendo que é hora de buscar ajuda, quando você tem dores de cabeça recorrentes e inexplicáveis, dores de estômago ou baixa resistência, pois se estamos emocionalmente abalados, o corpo pode ser afetado, muitas pesquisas confirmam que o estresse pode se manifestar de diversas formas, de problemas estomacais crônicos a dores de cabeças, resfriados, redução do apetite sexual, dores musculares repentinas e dores no pescoço. >o aumento da quantidade e frequência do uso de bebida ou drogas, ou mesmo dos aumentos dos pensamentos e vontades em utilizar, pode ser um sinal de que você queira anestesiar algum tipo de sensação. >o descuido com a alimentação, comer demais, ou de menos, pode indicar estresse ou sinalizar que você não está querendo cuidar de si mesmo. >o mal rendimento no trabalho, pode ser o momento para buscar ajuda, algumas mudanças da performance no trabalho são comuns entre aqueles que enfrentam questões emocionais ou psicológicas, pode ser um sentimento de estar desconectado do trabalho, mesmo que antes gostasse do que faz, mas que em certo momento além de afetar a concentração e a atenção, você pode começar a receber críticas dos seus chefes ou colegas. Esse pode ser um sinal de que é hora de buscar ajuda de um profissional. Muitas vezes você pode não perceber, pois muitas vezes passamos a maior parte do tempo no trabalho, deste modo, as pessoas que reparam são aquelas que têm de compensar, como em uma família. >se você está desiludido, achando que nada faz sentido, murmurando uma sensação de estar desconectado daquilo que gostava de fazer, se seus encontros de amigos e família estão perdendo
AUTOCONHECIMENTO – um ato de amor próprio
O autoconhecimento é parte fundamental de um processo de crescimento pessoal, ele nos leva a um processo de transformação, nos leva a nos desconstruir para nos reconstruirmos, desenvolvendo nossa capacidade em nos transformarmos em autores de nossa própria história. Mas o que é preciso para o autoconhecimento? Força… Foco… Dedicação… É essencial muita força, para desistir do que já foi nosso mundo por muito tempo, mesmo que esse mundo seja reflexo de muita dor e frustração. É preciso foco para não nos desviarmos do caminho. É preciso dedicação e coragem para empreender a vida que verdadeiramente nos dá prazer. Também exige paciência para passar pelo processo de perder a curto prazo para ganhar a longo prazo. Desenvolve nossa inteligência emocional, para potencializarmos nossa consciência ampliada para conseguir pensar estrategicamente e qualitativamente. Avaliar e conhecer nossas forças e valores, nossas habilidades e o percurso que precisará ser percorrido. Mas não é fácil e jamais será. O processo de autoconhecimento é um processo que dói, pois, mudar exigi esforço e sacrifício. E esse é o grande motivo pelo qual muitas pessoas ficam estacionadas no custo da mudança, vivendo uma vida que não querem de verdade, mas que acabaram aceitando e se acomodando. O autoconhecimento além de ser um processo transformador, é o maior investimento que podemos fazer por nós mesmos. Quando nos conhecemos, desenvolvemos a capacidade de não reagirmos impulsivamente aos nossos processos internos e à vida, mas desenvolvemos uma conexão consciente com nosso “eu” e com o mundo externo. Esse processo nos possibilita conhecer e trabalhar nossos conflitos e resistências, bem como conhecer e desenvolver os nossos recursos, possibilidades e potencialidades, assim aumentando nossa autoestima, nos tornando mais fortes para encarar as adversidades da vida, gerando sentimento de autossatisfação, que é condição essencial para a autorrealização profunda, o que é muito diferente do sentimento de euforia que o mundo nos oferece. Autoconhecimento é transformação, mudança e crescimento. Autoconhecimento é a ferramenta mais poderosa contra o seu maior inimigo e a favor de seu melhor aliado… “Você”! “SE CONHECER, É UM ATO DE AMOR PRÓPRIO”
ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO – Orientação direcionada a problemas imediato
O Aconselhamento Psicológico é focado na pessoa, em seus sentimentos, conflitos e percepções, acreditando na potencialidade do homem e consequentemente em sua capacidade de crescer e dar novos significados a sua vida. O Aconselhamento Psicológico está relacionado a auxiliar o indivíduo quanto à resolução de problemas, a tomada de decisões, permite a pessoa trabalhar com seus recursos em um curto espaço de tempo, o confronto com crises pessoais, a melhoria das relações interpessoais, a promoção do autoconhecimento e da autonomia pessoal, o caráter psicológico da intervenção centrada em sentimentos, pensamentos, percepções, conflitos e a facilitação da transformação comportamental. Esse tipo de apoio tem ação educativa, preventiva e situacional voltada para soluções de problemas imediatos, é mais direcionada a ação do que a reflexão com sentido preventivo, auxiliando de uma maneira mais focalizada, o indivíduo a se recuperar e encontrar abrigo durante a sua caminhada. É importante compreender que o Aconselhamento Psicológico não é dar conselhos, mas tem como foco facilitar o processo de escolhas do indivíduo em suas decisões, quanto à sua profissão, família, relacionamento e etc. Diferente da Psicoterapia o Aconselhamento Psicológico objetiva ao caráter situacional, centrado na resolução de problemas do sujeito, focalizado no presente, com uma duração mais curta, mais orientada para a ação do que para a reflexão. O Aconselhamento Psicológico não tem uma demanda específica, algumas pessoas buscam o Aconselhamento Psicológico para simplesmente poderem conversar, desabafar algo angustiante, outras para saberem algumas informações em relação a situações especificas e/ou a si mesmas e algumas ainda possuem quadros mais graves e poderão ser encaminhadas a Psicoterapia. O Aconselhamento Psicológico deve ser um auxilio quanto a redução dos riscos na saúde do cliente resultante de mudanças concretas, desenvolvendo a singularidade e acentuando a individualidade, modificando comportamentos negativos, melhorando a qualidade de vida do cliente. Aconselhamento Psicológico se define como uma ajuda prestada por um Psicólogo Clínico visando a melhoraria da sensação de bem-estar, alívio de um sintoma específico ou resolução de uma crise, pode ser útil em situações pontuais, mas não permite o tratamento eficaz de Psicopatologia, o qual deve ser tratado na Psicoterapia. Lembra-se: Buscar ajuda é um ato de coragem e de muito amor próprio.
Descubra e invista em sua paixão e reduza as chances de adoecer emocionalmente
Como você está vivendo hoje? Sua vida caminha como planejado, como desejado ou como gostaria que estivesse? Você trabalha com o que gosta? Você acorda motivado? Você conhece suas paixões? Gostaria de te ajudar a pensar na vida que você está vivendo, no sentido de identificar se ela está conforme aquilo que constitui a sua essência. Uma vida satisfatória é um ótimo método para prevenir doenças emocionais. Pois fica ainda mais difícil para uma pessoa manter a própria saúde emocional em dia, se trabalha com algo que não a faz sentir-se realizada, ou o que acontece em muitos casos, uma pessoa que trabalha com algo que odeia. Alguém será emocionalmente saudável se vive um relacionamento infeliz e frustrado? Toda pessoa possui, no mínimo, uma paixão específica, e essa paixão é um remédio poderoso para a imunidade emocional dela. Cada pessoa nasce com algumas habilidades ou aptidões que precisa ser vivida na sua integralidade. E praticando essa habilidade proporcionará aquela dose de satisfação que vai atuar como uma força motivadora para que ela enfrente os demais percalços da vida sem adoecer emocionalmente. É como se a gratidão por fazer algo que realmente gosta causasse uma proteção contra fatores que afetam as emoções. É claro que não vamos fazer tudo o que gostamos, pois, nenhuma vida é perfeita e exclusa de insatisfação, mas ao fazer algo que não gostamos, precisamos do conforto da certeza de que, em algum momento, iremos fazer algo que realmente nos apaixona. Precisamos de prazer para viver, precisamos nos sentir úteis, precisamos nos sentir integrados, precisamos viver essa sensação de pertencimento. E realmente não é fácil encontrar e viver uma paixão, é preciso esforço, dedicação e abdicação. Então se pergunte… Você está vivendo a sua paixão ou suas paixões? Você está se presenteando com aquilo que faz os seus olhos brilharem? E você, ao menos, já identificou a sua possível paixão nessa vida? Nadar, correr, cozinhar, dançar, escrever, pintar, cantar, ensinar, plantar, a maternidade, a paternidade, enfim, o que te traz prazer? Algumas pessoas conseguem encontrar sua paixão, porém por alguma razão, não permitem que ela vem à tona e que se expresse de forma plena. Muitas vezes a pessoa com a qual você se relaciona te oprime ao ponto de te fazer abrir mão de algo que gosta tanto. E realmente isso é mais comum do que se imagina, algumas mulheres gostam de dançar, por exemplo, e são impedidas de praticar devido aos ciúmes de seu parceiro. Mas será que vale a pena? Será que ao impedir de fazer o que ama, o que te traz prazer, essa pessoa realmente te ama, te valoriza? É claro que há casos em que é preciso tratar doenças emocionais com medicamentos, mas será que o melhor remédio não está na prevenção? Será que algumas doenças emocionais não seriam evitadas com a realização de uma vida com mais satisfação? Realmente nenhum medicamento substitui a eficácia dos hormônios que são liberados pela satisfação. Os medicamentos não atuam na alma, eles não fazem os olhos brilharem. Os medicamentos não dão sentido à vida, eles apenas anestesiam as dores de uma vida desconectada da própria essência. Há doenças que poderiam ser evitadas quando saímos de um relacionamento infeliz, ou quando começamos a trabalhar e passarmos a nos sentirmos produtivos. Não importa qual seja nossa realização, mas precisamos sentir a alegria de realizar algo que realmente gostamos. Não podemos jamais reduzir as doenças emocionais ao fato de uma pessoa não fazer o que gosta, há muitos fatores para as doenças emocionais, entretanto, acredito que passar a vida inteira fazendo algo que não dá prazer, pode sim, ser um desencadeador de doenças. E encontrar satisfação na vida pode prevenir o adoecimento emocional. Identificar uma paixão e investir nela é algo emergencial. Não há investimento melhor do que em sua saúde e na sua qualidade de vida, é preciso dar sentido à própria vida, fazer a vida valer a pena. É necessário se recusar em viver por viver. Precisamos deixar de apenas existir e passarmos a “viver”.
LUTO – Um processo necessário
Você já deve ter ouvido falar que quando perdemos entes queridos é natural ficarmos tristes, ficarmos com raiva ou negarmos que alguém realmente se foi. Pois lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil, porém o luto é um processo necessário, pelo qual todas as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento gerado pela ausência do outro, ou também de algo significativamente importante, para nós, tais como: objeto, viagem, emprego, ideia, etc. Há cinco (5) diferentes estágios que passamos no processo de luto. Negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. O primeiro estágio é a NEGAÇÃO, quando acabamos criando um mecanismo de defesa psíquica para que de algum jeito possamos não entrar em contato com a realidade da morte e/ou perda de algo, normalmente evitamos até mesmo falar sobre o assunto. O segundo estágio é a RAIVA, quando passamos a exteriorizar nossa revolta com o mundo, quando nos sentimos injustiçados por ter que passar por esse momento de perda. O terceiro estágio é a BARGANHA, quando passamos a negociar com nós mesmos ou com Deus, fazendo promessas e discursos como, “serei uma pessoa melhor, ajudarei mais as pessoas, serei mais saudável”. O quarto estágio é a DEPRESSÃO, quando nos sentimos impotentes diante da situação, passamos a ficar mais melancólicos, mais tristes e nos retiramos para um mundo interno. O quinto estágio é a ACEITAÇÃO, é quando finalmente conseguimos encontrar um equilíbrio para enfrentar a perda e/ou a morte. Porém não há uma sequência padronizada dos estágios do luto, geralmente passamos por pelo menos dois desses estágios, e infelizmente em alguns casos podemos ficar estagnados em um deles e não conseguimos passar completamente por eles. Nesse momento é importante buscar ajuda profissional, para que o Psicólogo possa nos ajudar a refletir sobre o estágio em que nos encontramos. Pois, quando acabamos estagnados em um estágio, passamos a evitar sentimentos e pensamentos que são necessários para a elaboração saudável do luto. O Psicólogo poderá ajudar a nos permitir vivenciarmos o luto.
E-book – Você não é Normal
COMPRAR E-BOOK Ramon leva uma vida normal de um adolescente tímido e deslocado, vive no seu mundinho de escola e vídeo game, até conhecer Luiza, os dois tem visões muito diferentes do que é viver, e Luiza acaba apresentando a Ramon a loucura de viver e eles acabam se apaixonando. Após sua vida mudar completamente e Ramon começar a gostar da loucura que ela se tornou, a vida lhe tira o que tem de mais louco, então Ramon decidi enlouquecer de vez e fazer a maior loucura de sua vida para ajudar quem lhe ensinou a viver. VIDEOBOOK – TRAILER DO LIVRO VOCÊ NÃO É NORMAL http://rodrigopsicologo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Videobook-trailer-voce-nao-e-normal.mp4
CIÚMES – Destruidor de relacionamento
Na clínica escuto vários relatos diferentes de mulheres e homens ciumentos, tais como: > Acordo todos os dias muito cedo e tenho hábito de ficar olhando para o teto, às vezes, penso na agenda do dia, no que está pendente e em algumas cenas patéticas da vida, olho para o lado e vejo meu marido dormindo e começo a imaginar o que ele fez durante o dia, com quem esteve, etc… é dolorido essa incerteza. > Hoje, me deparei com o pensamento no passado e de lá revi algumas cenas ridículas. Eu sou uma pessoa ciumenta, mas não sou possessiva. > Levantei da cama pensando nas cenas que já fiz por causa de ciúme, porque sempre temos uma história que não esquecemos…dói. > Não sei mais o que fazer com aquele ciúme estranho, que aparece do nada, quando cismo com o colega de trabalho dela, com um nome mencionado com entusiasmo demais, com ligações diárias de alguém que não conheço, é normal ou premonição? > Não faço isso porque quero, sempre tem um motivo, sempre algum comportamento me incomoda e soa muito estranho, sei lá, talvez seja paranoia, mas também pode ser aquele sexto sentido gritando dentro mim, fique atento, “aí tem algo hen”. > Não tenho ciúmes porque é bom de sentir ou porque quero brigar com ele. Tenho ciúmes porque me causa desconforto, porque ele é em muitas ocasiões um sem vergonha ou percebo que tem cheiro de encrenca no ar. Existem muitos tipos de ciúmes, há vários fatores que desencadeiam o ciúme, um bom exemplo é aquele ciúme comum, quando um dos dois vira para o lado e sem querer encara alguém e começa aquela briga boba para nada. Nenhum ser humano é objeto, ninguém é mais escravo de ninguém, então ninguém é dono de ninguém, porém, ainda há pessoas que tratam o outro como sua propriedade. Há pessoas possessivas, e onde tem possessão demais, tem insanidade, exagero e ignorância. Ninguém poderá ser feliz por ter um dono ou um relacionamento ditador. É preciso atentar-se para os primeiros sinais de um relacionamento a base de ciúme e a possessão, pois com o passar do tempo a pessoa se vê presa nesse tipo de relacionamento e quanto mais tempo passa mais difícil fica para se libertar de tal sofrimento. Um pouco de ciúme pode até esquentar o relacionamento, dando aquela sensação de importância e cuidado, mas quando ultrapassa os limites, começa a sufocar, irritar e acabar aos poucos o relacionamento. Há muitas pessoas que defendem a idéia do ciúme como um sentimento para quem é inseguro e imaturo. Outros acreditam que um tiquinho de ciúme é bom para sentir a importância que um tem para o outro. Mas são fatores que precisam ser analisados em cada caso, pois cada relacionamento tem suas questões e suas complexidades. Porém é preciso compreender que os relacionamentos são mantidos por sentimentos que medido fazem bem para ambos, mesmo que seja ciúme, mas quando se perde o equilíbrio e passa do limite, se torna patológico e destrutivo. É preciso analisar questões como insegurança, necessidade de afeto, autoimagem, medo, entre outros fatores que prejudicam um relacionamento. E o mais importante é o autoconhecimento, o desenvolvimento pessoal e o amor próprio. Lembre-se: Não se coloque em segundo plano!
AUTOMUTILAÇÃO – FERIR O CORPO PARA SILENCIAR A MENTE
O que é automutilação? A automutilação é mais comum na fase da adolescência, os quais passam a se ferir com cortes em sua própria pele, deixando uma cicatriz no corpo (normalmente os braços são os locais mais comum). Mas os cortes são apenas uma dentre tantas outras formas de automutilação, que pode ser em forma de: arranhões, queimaduras, mordidas, porém os cortes são os mais frequentes. Mas quando esses comportamentos costumam acontecer? Geralmente em um momento em que o sujeito passa a vivenciar uma experiência emocional muito angustiante, causadora de muita dor e sofrimento, este não encontra meios de verbalizar tal dor, deste modo, ele transfere sua sobrecarga emocional para o seu corpo, com o intuito de buscar alívio de uma dor psíquica, a qual é convertida em dor física. Mas porque o seu corpo? O corpo é um instrumento que nos permite estar conectado no mundo e expressar a nossa subjetividade. A imagem corporal pode transmitir aos outros e a nós mesmos mensagens de sucesso e/ou fracasso, dependendo da relação que estabelecemos com nosso corpo. Na automutilação, o indivíduo se encontra incapaz de conter o excesso de angústia e sofrimento, fazendo com que o psiquismo transborde para o seu corpo, e assim, ao buscar pela fuga do sofrimento o indivíduo acaba sacrificando uma parte de seu corpo no intuito de proteger-se da dor e descarregar os afetos que o ameaçam. Em sua neurose, o sujeito se submete a um sofrimento para tentar se livrar de outro. Quais os riscos? Tal comportamento é muito perigoso e pode levar a uma compulsão, pois ele passa a gostar do alivio e vai progressivamente aumentando a frequência dos cortes, potencializando a gravidade e aumentando os riscos de provocar inflamação, amputação, risco de suicídio, entre outros. Causas: É preciso compreender que no comportamento de automutilação está presente o sentimento de culpa e o desejo (inconsciente) de autopunição. Pode também estar presente a agressividade dirigida a si mesmo, a qual pode ser uma defesa contra a agressividade dirigida ao exterior. Os sofrimentos que se tornam difíceis de serem nomeados, simbolizados e expressos em palavras e o desejo de atacar o outro podem se tornar um auto ataque. Como ajudar: Nos casos de pessoas que praticam a automutilação, são de suma importância o tratamento com um profissional, o qual como em todo sintoma, irá investigar sua dinâmica psíquica, suas relações afetivas, seus vínculos parentais e as pressões emocionais a que o sujeito está submetido. É importante atentar se, pois a automutilação pode estar relacionada, ainda, a outros transtornos psicológicos (depressão, ansiedade, obsessão, etc.) Tratamento: O Psicólogo/Psicoterapeuta irá auxiliar o sujeito a falar de seus sentimentos, a se posicionar diante do outro, a identificar suas potencialidades, a resgatar sua autoestima e a desenvolver sua capacidade de lidar com seus conflitos. Quanto antes for procurada ajuda psicológica para casos como estes, maiores são as chances de progressos. É de suma importância lembrar que a automutilação não é frescura, birra, mas sim um pedido de ajuda de um indivíduo que está em seu limite de sofrimentos psíquico.